Suplemento Mineral -suplemento Mineral Veja Como Funciona.

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Suplemento mineral.

Fundada em 1979, a fábrica de sal mineral de Jataí possuía capacidade de produção de 1.500 sacos de 25Kg/dia. A fim de atender as necessidades dos pecuaristas, a COMIGO reformou e modernizou a fábrica de sal mineral, que conta hoje com uma moega com rosca extratora; três elevadores de canecas para grãos; dois silos graneleiros de 20 toneladas cada, para milho ou sorgo; duas roscas helicoidais extratoras 7p; oito silos cilíndricos (para matérias primas – micronutrientes); oito roscas helicoidais 8p; silo cilíndrico Premix (micronutrientes); uma caçamba com balança eletrônica de 1.000Kg; esteira extratora de 15p e dois misturadores horizontais de 1.000Kg, contando com modernos sistemas elétricos, de ar comprimido e automação. Sua capacidade de produção após a reforma é de 4 a 5 mil sacos/dia, atendendo a uma demanda cada vez maior dos cooperados pelo produto.

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SUPLEMENTOS MINERAIS PROTÉICOS E ENERGÉTICOS.

O especialista em Nutrição Animal e Reprodução Bovina, Dr. Fernando A. Nunes de Carvalho fala sobre a utilização dos Suplementos Minerais Protéicos e Energéticos no período das águas

Qual a Finalidade dos Suplementos Minerais Protéicos e Energéticos? Quando fornece-los ao rebanho? Quais os cuidados neste fornecimento? Para responder a estas e outras perguntas o especialista em Nutrição Animal e Reprodução Bovina, médico veterinário MsC da Cati SP, Fernando Antônio Nunes de Carvalho fala sobre a utilização dos Suplementos Minerais Protéicos e Energéticos.

Portal Matsuda: Qual a finalidade dos suplementos minerais protéicos e energéticos? Quais benefícios podem trazer ao rebanho?

Carvalho: O sucesso da atividade pecuária depende de três fatores: produtividade, relação custo/benefício do sistema de produção e preço de venda. Assim, na maioria das propriedades nas quais os bovinos são criados a pasto, a suplementação mineral protéica energética é necessária para a obtenção de níveis de produtividade que garantam a capacidade de venda e um rápido retorno financeiro.

Para que isso ocorra, o desempenho animal deve atingir o máximo potencial zootécnico possível dentro da realidade econômica da pecuária. Neste caso, o grande desafio para técnicos e criadores é levar o animal a consumir o máximo possível da forragem de melhor qualidade em nutrientes e maior digestibilidade disponível.

Quanto maior for a quantidade de quilos (kg) de matéria seca (MS) ingeridos em relação ao peso vivo do animal percentual(%) maior será a atividade dos microorganismos do rúmen ,que ao promoverem a fermentação da pastagem que o animal ingeriu, possa fornecer os aminoácidos( proteína); os AGV (energia) e vitaminas, para nutrir o corpo do bovino que os abriga.

Para que a fermentação do rúmen ocorra da forma mais eficiente possível ,é preciso que as forragens tenham acima de 10% de proteína bruta e energia(NDT) acima de 65%. Contudo, mesmo durante as águas, as pastagens tropicais, principalmente as do gênero Brachiaria, raramente apresentam teor de proteína bruta acima de 10% e teor de energia maior que 58%. Além disso,independente da época do ano, as forragens tropicais não possuem minerais em quantidades suficientes para atender às necessidades dos bovinos.Por isso que os criadores devem fazer uso de diferentes produtos durante todo ao ano ,para “acompanhar” o valor nutricional das suas pastagens que variam muito,conforme o meio e o clima onde estão.

Existem os proteinados das águas;os proteinados da época de transição ;os proteinados da seca e assim por diante …cada um tem sua indicação técnica e seu momento adequado de uso ,mas sendo bem usados trazem inúmeros e grandes retornos vantajosos para os criadores.

A finalidade de todos os suplementos minerais protéicos (sejam das águas e os da seca ) não é suplementar ao animal diretamente,a maioria dos minerais presente neles: como fósforo, sódio, zinco, selênio, cobre, iodo etc…são realmente para nutrir o animal, mas os farelos (soja; milho ) a uréia (NNP), os minerais como o cobalto; o enxofre; o magnésio são para Nutrir os Microorganismos do Rúmen (Microbiota Ruminal), dando as melhores condições possíveis para que os micróbios ruminais façam o seu trabalho com eficiência e rapidez, ou seja digerir o pasto ingerido pelo animal durante o pastejo diário , e através desta digestão ruminal eficiente, fornecer uma dieta saudável e adequada aos ruminantes.
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SUPLEMENTO MINERAL PARA BOVINOS DE CORTE – PRONTO PARA USO.

SUPLEMENTO MINERAL PARA BOVINOS DE CORTE – PRONTO PARA USO
Indicação de Uso:
Indicado como suplemento mineral para bovinos de corte.

Modo de Usar:
Distribuir no cocho, deixando à vontade do rebanho durante todo o ano. Consumo estimado do produto 70g/UA/dia.

Benefícios:
.Prevenção de doenças provocadas por carências de minerais em bovinos;
.Aumento da resistência dos bovinos a outras enfermidades;
.Melhora do estado geral do rebanho, diminuindo o número de refugos;
.Recupera rebanho mal mineralizado;
.Engorda mais rápida e econômica, diminuindo o custo da arroba;
.Mais arroba de carne por área de pastagens;
.Melhora na taxa de desfrute do rebanho.

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A maioria das propriedades rurais do nosso país.

Portal Matsuda: A maioria das propriedades rurais do nosso país possui cochos de suplementos minerais descobertos. Nesta época das águas, fornecer um proteinado que contém uréia não intoxica o rebanho? O que o pecuarista deve fazer nesta situação?

Carvalho: O ideal seria que todos fornecessem o suplemento mineral em cochos cobertos e de dimensões apropriadas. Mas se não for possível é melhor um cocho “não perfeito” cheio de suplemento mineral de boa qualidade e usado de forma técnica e correta, do que um “cocho bem feito e bonito”, mas vazio e/ou com um suplemento tecnicamente incorreto.

O tamanho do cocho é importante, pois todos os animais devem ter acesso à mistura múltipla para obter uma uniformidade no lote, sendo no mínimo de 15 cm linear por cabeça para os proteinados das águas, na “linha branca” pelo menos 5 cm. À medida que aumenta o consumo da mistura, aumenta-se também a metragem. No fornecimento de ração concentrada, sugere-se de 40 a 50 cm/ animal, e para a mistura mineral múltipla, de 15 a 25 cm/ animal.

A linha de cochos deve ser interrompida em um metro, a cada quatro metros, para permitir a circulação dos animais.
Quanto à uréia presente nos proteinados das águas, seu percentual é muito baixo, quase sempre abaixo de 3%, sendo assim as chances de um animal “se intoxicar” ingerindo proteinados das águas são muitíssimos remotas, pois são necessários, geralmente, 45 gramas de uréia para cada 100 quilos de peso vivo para levar a um quadro de intoxicação, ou seja, dependendo do produto, uma vaca de 420 quilos teria que ingerir vários quilos do proteinado de verão para ingerir a quantidade de uréia, que lhe seria tóxica.

Em produtos tecnicamente formulados e produzidos com qualidade, e bem utilizados pelos criadores, a dose consumida é de 10 a 20 vezes menor que a dose segura máxima sugerida tecnicamente. A Uréia quando bem indicada e usada com critérios e corretamente é uma excelente aliada para a pecuária brasileira a pasto.

Na época das chuvas, durante o período de suplementação, os cochos deveriam ser cobertos, para evitar perdas de produtos, contudo não o são, fator que faz-se necessário que estes sejam obrigatoriamente furados em diversos pontos das laterais e nas extremidades para evitar o acúmulo de água, aí que pode haver o risco maior de o animal ingerir uma quantidade muito maior de uréia ,através do “sopão” que fica no cocho,e nesta água acumulada misturada com o suplemento protéico). Não pode haver acúmulo de águas nos cochos em hipótese alguma, independente da época do ano e do tipo de produto que está sendo ofertado, seja linha branca, proteinados com ou sem uréia. Esta água causa enormes prejuízos á qualidade dos suplementos minerais ,seja, quais forem, causando assim grandes perdas econômicas aos criadores.

Sugerimos que a freqüência de abastecimento de cocho dos proteinados das águas seja diária, no máximo a cada dois dias e sempre na quantidade e na forma que o departamento técnico da Matsuda Nutrição Animal recomendou.

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pastagens estão verdes, e estão com alto valor nutricional.

Muitos pecuaristas ainda acreditam que nesta época em que as pastagens estão verdes, e estão com alto valor nutricional, não é necessário dar tanta importância a suplementação mineral. Isto é verdade? Quais os prejuízos que a má suplementação nesta época do ano pode trazer ao rebanho?

Carvalho: Infelizmente, muitos pecuaristas acreditam que basta um bom pasto verde e “esquecem” de fazer um bom manejo nutricional para maximizar seus ganhos econômicos. Devemos ter sempre em mente que na época das águas, mesmo com os pastos esplendorosos, as deficiências minerais se acentuam. É necessária atenção especial à suplementação mineral, pois, quando o pasto está verde, o consumo de minerais no cocho tende a cair e muitos pecuaristas chegam a diminuir a oferta de sal por pensar que os animais estão saciados pelos pastos verdes. Aí está o grande perigo, pois é justamente nessa época que o animal mais precisa receber suplementação mineral. Isso porque, com uma maior disponibilidade de proteína e energia nas pastagens, e melhor digestibilidade da forragem, o bovino aumenta o consumo de matéria seca em cerca de 40% a 50%, acelerando seu metabolismo, onde a ativação das enzimas depende de minerais. Esses minerais são oriundos das reservas orgânicas, que se esgotam em poucas semanas após o início das águas, provocando um quadro de subnutrição”.

A subnutrição leva à perda parcial e/ou acentuada da resposta imunológica, capacidade do corpo se defender de “inimigos externos “como bactérias, vírus, fungos, parasitas etc,, fato que acarreta maior susceptibilidade às doenças infecto-contagiosas e parasitárias. Além disso, há perda da eficiência reprodutiva cios “mais fracos” (silenciosos) e “menos férteis, resultando em baixos índices de parição, aumento dos casos de abortos, natimortos e mortes de animais jovens. Animais subnutridos apresentam também baixa capacidade de desenvolvimento do esqueleto, do corpo e produção reduzida de leite e carne, provocando grandes prejuízos econômicos acarretando perdas enormes para o criador e para o País

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